projeto desenvolvido durante a disciplina "aspectos tecnológicos na música atual", ministrada por fernando iazzetta, na usp; realizado entre agosto e dezembro de 2009, por henrique iwao & marcelo muniz + thayane oliveira. parado (abandonado?) desde então. os escritos abaixo foram feitos na época e, tal qual o bolo de noiva, não foram recauchutados.
no dia 13 de julho, às 16h20, henrique iwao apresentou uma comunicação no "18th international congress on sound and vibration", no windsor barra hotel, rio de janeiro - seção estruturada "S26. perception and acoustics enhancing design in musical instruments and other sounding objects", coordenada por leonardo fuks.
o artigo apresentado, "tábua mobile: an instrument designed for multimedia performance", escrito por henrique iwao & marcelo muniz, pode ser lido aqui. a apresentação durou 15 minutos e foi em inglês. segue o conteúdo apresentado.
O duo tentará levar apenas aquilo que considera mínimo para realizar uma apresentação pujante: pentes, espátulas, tábuas, dados, bolas da saúde, osciladores, geradores de ruído branco, laptop, microfones diversos, pedras decorativas, tampinhas de cerveja, peões, transistores abertos, bolas de ping pong, leds, vasos, lanternas (mas como não consegue se desfazer do hábito de acumular dispositivos e objetos...).
pouco antes da estréia da obra "trio", por henrique iwao, marcelo muniz, mário del nunzio & andreia yonashiro, dia 11 de junho de 2011, no mis (mais em http://www.ibrasotope.com.br/conexoes2/), fizemos dois ensaios, aqui registrados.
no dia 7 ainda estávamos, eu e marcelo, preocupadíssimos em seguir a partitura corretamente, e a porcentagem de acerto estava desanimadora; por isso que fizemos 10 passagens da peça inteira (46min cada) antes da estréia.
no dia 9 andreia dançou ao nosso lado, no palco do mis-sp.
A partir do que foi definido para o Trio, elaboramos essa partitura, especificamente para a camada P-Blob VVA. Os instrumentos foram definidos usando uma solução alternativa para a estrutura do Trio, que haviamos antes descartado. As cores utilizadas são resultantes da subtração das cores (em módulo 8), em padrão RGB, que acabaram por definir os parâmetros "influência/protagonismo/atuação" e "instrumentário". Apenas em momentos protagonistas o som é ligado. Momentos em que a camada é neutra correspondem ações mecânicas inspiradas na arte cinética de Abraham Palatnik. Momentos em que somos influentes alternam improvisos entre eu e Marcelo. Momentos de protagonismo apresentam improvisos de ambos.
A luminosidade e taxa de variação foi pensada seguindo o encadeamento das leituras do gráfico de cores. Toda vez que havia mudança no estatuto da relação entre as camadas, há mudança desses níveis. A tradução para níveis foi feita como demosntrado acima. Momentos em que aparecem ? e cor negra no gráfico, entre partes A e B, indicam trecho pseudo-aleatório, cujas determinações são controladas pelo algoritmo.
Após elaborar o gráfico da estrutura da camada, tive de transformar tudo aquilo em "linguagem para máquina", que a plataforma de programação puredata pudesse entender. Com um pouco de esforço, e usando a biblioteca GEM, elaborei a partitura abaixo (essa versão está um pouco distorcida em comparação com a que vai ser utilizada, porque os círculos devem ser circulares, de fato).
A barra cinza da direita é uma ampulheta digital; o quadrado indica quanto falta para acabar cada compasso.
Os compassos são indicados à direita, abaixo. B indica "parte B" (a peça tem duas partes).
Na mesma linha, à esquerda, há informações sobre a influência das outras camadas. D indica que sofremos influência da camada "Movimento", M da camada "Música".
Acima, escrito, está o instrumentário a ser utilizado. Lan = lanternas; Abj = abajures; Hol = holofotes; Est = estrobos; Brq = brinquedos; Mon = monitores. Parenteses indicam instrumentário secundário.
No retângulo do centro é indicada as cores a serem utilizadas nos círculos. Unindo os círculos, a partitura mostra a cor resultante, no padrão RGB.
O tamanho dos círculos corresponde à intensidade luminosa média.
A tonalidade do retângulo corresponde à taxa de variação média.
O fundo preto indica movimentos mecânicos, "Palatnik". Fundo branco indica improviso, baseado na construção de gestos. O lado esquerdo da tela dita as ações de Muniz e o direito de Iwao.
O pequeno retângulo em pé, à esquerda, antecipa as ações, para que possamos saber o que vai acontecer.
Tela cinza indica pausa.
O sistema de som liga e desliga automaticamente (não há indicação específica).
Leia mais sobre Trio, (poli-)obra do coletivo Andreia Yonashiro, Henrique Iwao, Marcelo Muniz & Mário Del Nunzio.